Arquivo de Outubro de 2008
Texto: Lucas-2.36-38
Tema: Ana: uma mulher surpreendente
Introdução: O que sabemos sobre Ana? O texto fornece-nos algumas informações que são dignas de destaque e motivos de nossa atenção:
• O seu nome (v.36). Ana (heb., hanah, significa “graça”).
• A sua filiação e origem. O texto diz que ela era filha de Fanuel, da tribo de Aser. Na época de Jesus a tribo de Aser era tida como uma tribo perdida. (Js.17:7).
• Era profetisa (v.36)
• Era viúva. Lemos que ela vivera apenas sete anos com seu cônjuge até ele morrer (v. 36). Geralmente as viúvas nesse período eram negligenciadas, ignoradas e esquecidas.
• Era de idade avançada. Seus cabelos já estavam descoloridos e sua face marcada pelas rugas que o tempo esculpiu. Os anos haviam passado rapidamente e ela não havia se dado conta.
• Era uma mulher piedosa. O versículo 37 que ela “não deixava o templo, servindo a Deus dia e noite com jejuns e orações”. Após a morte do seu marido Ana passou a dedicar-se em servir a Deus em tempo integral, com orações e jejuns.
O que podemos aprender com a história de Ana? A história de Ana nos ensina algumas verdades de valor grandioso. Vejamos:
I- Ana nos ensina a lidar com o tempo (vs.37) “ e que era viúva de oitenta e quatro anos”
• A história do texto que lemos é a história de uma mulher que esperou 84 longos anos pelo cumprimento de uma promessa – o nascimento do Messias.
• Não se desespere! Espere mais um pouco! Agarre-se às promessas de Deus e siga em frente. Depois do choro, vem a alegria. Depois das lágrimas, vem o consolo. Depois do deserto, vem a terra prometida. Depois da humilhação, vem a exaltação. Depois da cruz, vem a coroa. Depois da prisão, vem o trono. “Descanse no Senhor e espera nele” (Sl 37.7).
II- Ana nos ensina que Deus não está buscando as grandes pessoas, mas sim pessoas disponíveis (vs.37) “esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações”
• Era viúva, pobre e já avançada em idade. Seu nome é citado uma única vez no versículo 36 e nunca mais se ouviu falar dela. Seu nome não é citado nos livros de história, crônicas e literatura. Nunca fizeram um memorial em sua honra. Não há nenhum interesse de qualquer arqueólogo em encontrar o túmulo de Ana.
• No entanto, diz o texto bíblico que ela profetisa. Ana tem um dom; tem um chamado, uma vocação. Ela não era heroína. Ela era uma profetisa do Deus de Israel. Era porta voz do próprio Deus. Apesar de ser uma mulher sem cacife, sem histórias de heroísmos, Deus a escolheu.
• Ana nos ensina que Deus busca gente disponível. Deus tem um lugar para os pequenos. No seu livro, os últimos se tornam os primeiros e até mesmo o perdedor recebe mérito.
• Ler II Co 1.27-29.
III- Ana nos ensina que devemos sonhar sempre (vs.37).
• Qual era o grande sonho de Ana? Qual era o seu grande ideal de vida? Em que residia o alvo de suas expectativas? - o grande sonho de Ana, assim como o de Simeão, era ver cumpridas as antigas profecias do nascimento do Messias. Ana viveu mais de oitenta anos nessa expectativa.
• “A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos” (Normam Cousins)
• Nossos sonhos precisam ser regados pela chuva da esperança. Não podemos nos conformar com o caos. O nosso Deus não é colecionador de derrotas. Ele trabalha por nós. Ele pode todas as coisas.
• “Os sonhos tornam-se realidade quando mantemos nosso compromisso com eles”
IV- Ana nos ensina a perseverar em torno de um propósito (vs.37 b) “Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia”.
• Ana em vez de olhar para as circunstancias, ela fita os olhos nas promessas. O tempo na verdade, era o maior de todos os seus inimigos. Ele estava conspirando contra a promessa de Deus. Mas a despeito do tempo, Ana continua inabalável orando, jejuando, adorando a Deus e esperando ansiosamente o cumprimento de promessa.
• Perseverança significa Ter sucesso porque você está determinado, e não destinado, a Ter sucesso- “A sua atitude determina a sua altitude”.
• Perseverança significa parar não porque você está cansado , mas porque a tarefa está feita.
• A perseverança é necessária para que as recompensas da vida sejam liberadas- Se você correr bem cada passo da corrida, exceto o último, e parar antes da linha de chegada, então o resultado final será como o de nunca Ter dado um passo.
• ”Muitos dos fracassos na vida acontecem porque as pessoas desistem sem perceber o quanto estão próximas do sucesso” (Thomas Edison).
Aplicação: O que está mensagem falou ao seu coração? Qual foi a lição mais importante que Ana lhe ensinou ?
27 de Outubro de 2008 às 16:32
eros
Esboço Célula 19/10
Daniel 9:1-19 - PREVALECENDO ATRAVÉS DA ORAÇÃO
Introdução: Daniel é um dos profetas maiores e protagonista dos relatos do livro que leva seu nome. É um dos jovens judeus levados para a Babilônia em cumprimento às ordens do rei Nabucodonosor Conforme a ordem deveria ser: “jovens da linhagem real como dos nobres, sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fosse competentes para servirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus” (Cap.1:3)
A despeito dessas qualidades Daniel se destaca entre todos no reino por ser um jovem de oração. Com Daniel aprendemos que a oração é imprescindível na vida daqueles que querem ser bem sucedidos e que mesmo tendo uma agenda cheia nunca podemos estar tão ocupados que não tenhamos tempo para dedicar o melhor do nosso tempo para oração. Com Daniel aprendemos a prevalecer através da oração, vejamos:
I - DIANTE DE DESAFIOS E DE ALGUMA TAREFA A REALIZAR A ORAÇÃO DEVE SER SEMPRE NOSSO PRIMEIRO RECURSO.
> Ao discernir através dos livros o tempo de Deus para seu povo, Daniel não se precipita em tomar atitudes, antes ele “volta o seu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e suplicas, com jejum, pano de saco e cinza.”
II - ELEMENTOS DE UMA ORAÇÃO QUE PREVALECE:
1- Invocação ao Deus soberano e infinitamente maior que tudo e todos, conforme revela a Bíblia sagrada- “Ah! Senhor Deus grande e temível…”
Invocação a um Deus fiel, cumpridor de suas promessas e que não tem prazer no sofrimento de seus filhos . Um Deus misericordioso que ao contemplar nosso pecado puniu-os em seu próprio filho “que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos” .
> A contemplação de um Deus grande, e misericordioso nos enche confiança e nos dá de coragem para enfrentar desafios, afinal nenhum deles é tão grande como nosso Deus .
2- Contrição- Em seguida Daniel se quebranta em confissão de seu pecado e de seu povo. Com exemplar humildade Daniel chama cada um desses pecados pelo nome e em arrependimento sincero suplica o perdão de Deus. Leia Tiago 4:6
> Não basta confessarmos a “multidão dos nossos pecados” Deus quer uma sondagem profunda. Daniel não relativizou ou procurou justificar, ou mesmo responsabilizou alguém pelos pecados de seu povo, antes reconheceu sua culpa e buscou o perdão de Deus. Embora seja um caminho mais difícil a principio, devemos reconhecer que somente esse caminho nos levará a restauração e a vitória. “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançara misericórdia` Prov. 28:13.
> Devemos estar alertas !!! O pecado não confessado será como uma brecha, por onde o inimigo pode entrar para destruir nossa vida.
3- Suplicas. Daniel agora suplica a Deus seu perdão e intervenção baseado na misericórdia de Deus e não nos seus méritos. Suas suplicas também são bem especificas: “ouve” “inclina” “abre os olhos e olha” “Ó Senhor perdoa …atende-nos …e age “ .
> Uma vez que confessamos os nossos pecados e fomos perdoados temos ousadia no pedir a intervenção de Deus em nossas vidas, na vida de outros, ou em situações adversas.
> A ousadia no pedir é parte essencial da oração que prevalece. Em muitas ocasiões Jesus perguntou “o que queres que eu te faça? “ em seguida ele dizia “Faça-se conforme a tua fé .”
III - Conclusão:
Daniel era um jovem muito inteligente e conforme o texto (1:4) diz “competente” de modo geral muito bem preparado, contudo não abre mão da oração. Daniel é um guerreiro de Deus em tempos adversos assim também somos nós. Como Daniel obteve vitória nós também podemos prevalecer através da oração e fazer diferença no meio em que vivemos.
Aplicação. De que maneira Deus falou ao seu coração através deste texto? Que decisões você esta disposto a tomar em relação a sua vida de oração?
20 de Outubro de 2008 às 14:11
eros
Rute 2: 1 a 7
CREIA NA POSSIBILIDADE DA VITÓRIA
O livro de Rute narra a história de uma família que recomeçou das cinzas, de alguém que acreditou na possibilidade de reconstruir, de retomar a vida.
Quando Rute casou-se com um dos filhos de Elimeleque e de Noemi, parecia que a vida iria sorrir para ela, mas, de repente, ela esbarrou com um incidente que (aparentemente) arruinaria a sua vida. Como Rute retoma a caminhada, a partir dos pedaços, desponta como grande lição desta crônica bíblica.
Podemos crer na possibilidade da vitória, mesmo quando as circunstâncias dizem não.
PRINCÍPIOS QUE NOS CAPACITAM A CRER NA POSSIBILIDADE DA VITÓRIA:
1 – ACREDITE NO PODER DA INICIATIVA. No verso 2, Rute, a moabita, pediu a Noemi para ir ao campo não por pedido de Noemi, mas por sua própria iniciativa. Ela não esperou que algo acontecesse, ela se dispôs a ir à luta.
Para vencer na vida não é necessário derrotar o inevitável, basta não permitir que o inevitável o derrote. Assim, Rute tomou iniciativa, crendo que as forças inevitáveis da vida não a sufocariam.
Levante sua cabeça e Deus o ajudará. Tome a iniciativa. Mexa-se! Faça alguma coisa! (seu estudo, da sua família, do seu trabalho e da sua vida espiritual).
2 – SE VOCÊ QUISER RECOMEÇAR, RECONSTRUIR, NÃO TENHA MEDO DE SE ARRISCAR. O risco é um perigo que vale a pena. 2:2b. “apanharei espigas, atrás daquele em cujos olhos eu achar.” Rute estava dizendo “vou apanhar espigas e me disponho a correr qualquer risco?” (Moises estabeleceu que deveriam deixar as bordas do campo sem colher, para que os pobres viessem respigar e não houvesse necessidades em Israel – Dt 23 e 24).
A possibilidade de vitória está naqueles que se arriscam. Aqueles que tentam e fracassam, ainda assim, são melhores do que aqueles que vencem sem tentar.
Diante da circunstancia adversa, não retroceda. Coragem! Deus está ao seu lado!
3 – A SORTE PERSEGUE OS OBSTINADOS. Rute 2:3 “Foi, pois, e chegou, e apanhava espigas no campo após os segadores; e, por acaso caiu-lhe em sorte uma parte do campo de Boaz, que era da geração de Elimeleque. Apanhava espigas no campo após os segadores. Pausa! Qual é a próxima clausula? “e por acaso”. Você sabe por que este “por acaso” aconteceu na história de Rute? Porque ela se atrevera a correr riscos. Então o acidental aconteceu. Que coincidência, ela cair no terreno de Boaz, que era parente de Elimeleque, que era riquíssimo.
Aquele que insiste, resoluto, em busca dos seus sonhos não precisa correr atrás da sorte, ela correrá atrás dele.
4 – PERSIGA OS SEUS OBJETIVOS COM RITMO E DISCIPLINA. v. 7. Boaz chega ao campo, a menina está trabalhando, ele pergunta: Quem é a moça? “Disse-me ela: Deixa-me colher espigas, e ajuntá-las entre as gavelas após os segadores. Assim ela veio, e desde pela manhã está aqui até agora, a não ser um pouco que esteve sentada em casa.”
Ela está no campo o dia todo, trabalha, persevera, mas consegue também descansar. Rute dá ritmo à sua disciplina. Frustramos nossa história, porque queremos alcançar nossos objetivos sem trabalho, perseverança e, pior ainda, sem o descanso que cadencia nosso esforço. Se você quiser vencer, persiga os seus objetivos com ritmo, com disciplina, com persistência. Trabalhe, descanse, persista, até que atinja seus alvos. Bata, bata e, em um desses dias, a muralha cairá à sua frente. Você verá que as portas de bronze não são indestrutíveis como pensava.
Aplicação:
Em qual área da sua vida com Deus você precisa tomar iniciativa?
13 de Outubro de 2008 às 19:18
eros
Texto: Salmo 42.1—11
Tema: Vencendo a crise da alma
Introdução: A alma, a psique humana, nem sempre é perfeitamente estável. O que frequentemente observamos é que ela oscila, vacila e manca muitas vezes. Nossas emoções, na verdade, não são muito confiáveis. Vemos isto acontecer em nossa própria existência, quando variamos do sentimento de triunfo ao sentimento de medo, dúvida, angustia ou aflição.
Talvez tenhamos aqui pessoas que estão com a alma atribulada. Gente atemorizada, deprimida, gente sufocada, gente angustiada. Daí perguntamos: como libertar-se de situações emocionais deprimentes? Como escapar a uma cova sem fundo, um abismo escuro?
O Salmo 42 é escrito por um homem que está vivendo a crise da alma. Ele tem muitas lições a nos ensinar. Vejamos:
I - O que leva uma alma para a crise?
• Os desertos da vida (vs.1)- Provavelmente o salmista esteja na região do deserto da Judéia, região caustica e pedregosa. Quais são os desertos que podemos enfrentar? deserto da solidão, o financeiro, o conjugal, o da enfermidade e outros.
• Dar ouvidos aos críticos da fé (vs.3 e vs.10)) – “O teu Deus onde, está”.-
• Diminuir o ritmo na caminhada da fé (vs.4)- Ele ia ao templo e se alegrava. Mas, tudo mudou. Aos poucos os problemas foram o afastando de Deus.
• A ansiedade (vs.5 e 11) “Espera em Deus”- Há momentos em que sua alma luta contra esta espera.
• Uma visão fatalista da vida (vs.7)- O Jordão nasce em uma gruta e à medida que vai descendo há uma escada natural enorme, um “abismo chama outro abismo”. A palavra hebraica aqui para abismo é a mesma usada em Gênesis 1.2: caos- Um caos, outro caos, uma depressão, outra depressão; um choro, outro choro.
• A intensificação dos problemas (vs.7)- Os muitos problemas ao mesmo tempo. (Casamento, saúde, vida financeira, trabalho e etc).
• Uma visão incoerente de Deus (vs.9)- Ele está dizendo que Deus o abandonou.
• A falta de respostas diante das lutas (vs.9).
II - O que acontece quando a alma está em crise?
• Choro contínuo (vs.3)- “As minhas lágrimas”- Quando a nossa alma está em crise passamos a viver de choro.
• Insônia (vs.3)- “dia e noite”- Quando a nossa alma está em crise podemos perder o sono. A crise da alma agita a mente, perturba o espírito e transforma a noite num fantasma aterrador.
• Falta de Apetite (vs.3)- “As minhas lágrimas tem sido o meu alimento”. Uma pessoa com crise na alma perde o apetite e sente náuseas ao olhar para a comida.
• Falta de vontade de louvar a Deus (vs.4)- Na hora que a coisa dói na carne. A nossa teologia vai para os ares. E aí, quando chega à hora do louvor, parece que nós nos sentimos alheios e estranhos ao povo de Deus; não conseguimos entender como as pessoas cantam ou celebram. Celebrar o que?
• Depressão (vs.5 e10, 11)- “Por que está abatida” - A depressão atinge o humor da pessoa, o apetite, sono. Traz um sentimento de desvalia, culpa, desamparo, diminuição no desempenho sexual, dificuldade de concentração, pensamentos recorrentes a morte e etc.
• Sentimento de Desesperança (vs.7)-
• Instabilidade emocional (vs.8 e 9)- Há momentos que ele acredita no cuidado de Deus e outros não.
III - O que fazer para vencer a crise da alma?
• Abra o seu coração a Deus (vs. 9)- “Vinde a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).
• Questione a sua alma (vs.3 e 11)- Você não têm direito de ficar abatida. Você se esqueceu de quem é você? Lembre-se de você foi predestinado para vencer. Jesus te criou para o podium. Seu sobrenome é triunfo. Na cruz do calvário Jesus te declarou mais do que vencedor.
• Espere em Deus (vs.5 e 11)-
1 - Nunca deixe de acreditar no Deus dos Impossíveis- (Rm 4.20 e 21).
2 - Descanse na Providência divina- Mateus 14.22-33
3 - Confie que Deus tem tudo sob o controle- Gn 50.20.
• Louve apesar das circunstâncias (vs.5 e 11)-
• Não se entregue ao sofrimento (vs.1 e 2)- Há momentos de depressão, mas agora ele luta. Ele quer estar na presença de Deus. Ele acredita que Deus é o Deus da restituição.
• Traga a sua mente os bons momentos do passado (vs.4)- Lembre-se das vitórias do passado. Lembre-se dos momentos de triunfo e não de derrota.
Aplicação:
O que Deus falou ao seu coração através desta mensagem? Qual a situação que pode deixar a nossa alma em crise?
7 de Outubro de 2008 às 12:00
eros