Arquivo de Março de 2009
Aprendendo com Jesus no Monte das bem-aventuranças (II)
Texto –Mateus 5:1-16
Introdução - Após Jesus revelar a base para a construção de um caráter semelhante ao seu, Ele continua ensinando a seus discípulos os elementos indispensáveis para a construção de uma vida sólida: Vejamos:
IV - NO MONTE JESUS ENSINA COMO CONSTRUIR UMA VIDA SOLIDA E RESISTENTE AS TEMPESTADES.
1- É preciso ter sensibilidade – “bem-aventurados os que choram porque serão consolados”.
Jesus fala da capacidade de quebrantamento experimentada por aqueles que diante da sua santidade estão horrorizados por seus próprios pecados.
- Esta é a “tristeza segundo Deus” sobre a qual Paulo escreve, uma tristeza que produz arrependimento para a salvação. (II Cor. 7:10). Estas são as lágrimas que temos que decidir derramar, renunciando ao nosso orgulho obstinado; e por vontade de escolher, chegar ao inenarrável conforto de um Deus que perdoa a todos nós, toma-nos para ele, e finalmente enxugará todas as lagrimas. (Apocalipse 21:4)
2- É preciso ter domínio próprio/auto-controle – “bem-aventurados os mansos”. Jesus ensina que conquista não se dá com o poder da força, da tirania, da agressividade. Os mansos não são os sem personalidade, sem iniciativa, sem argumentação; mas são aqueles que colocam sua força em submissão a direção do Espírito Santo. Aquele que tinha um exercito de anjos sob seu comando descreveu-se como “manso e humilde de coração”. (Mateus 11:29). Jesus não era manso porque ele fosse impotente. Ele era manso porque tinha seu imenso poder sob controle de grandes princípios: Seu amor pelo Pai (Jo 14:31) e seu amor pelos homens perdidos.
3- É preciso ter compromisso com a justiça. “Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos”. Essa bem-aventurança fala do profundo vazio espiritual que habita o homem. Uma inevitável necessidade de Deus . Esta fome é expressada por Davi “Minha alma tem sede de ti, meu corpo de almeja, numa terra árida, exausta, sem água”. (Salmo 63:1). Infelizmente algumas vezes o homem tenta aliviar sua “fome”` com “coisas, bens materiais, emoções carnais” mas aquele que quer construir com solidez reconhece e busca com todas as suas forças a satisfação de seu vazio em Deus. Aquele que está em relacionamento com Deus recebe justiça, e uma vez justificado anseia que cada ser humano também experimente essa justiça e viva conforme os padrões da justiça de Deus
.
4- É preciso viver com solidariedade. “bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”. O construtor prudente edificou sua vida sobre o principio da solidariedade. É aquele que uma vez alvo da misericórdia e do perdão de Deus também é misericordioso e perdoa seu semelhante. É com atitude de misericórdia e solidariedade que conseguimos viver num mundo de tão grandes ambigüidades e incoerências e sermos felizes.
5 - É preciso viver com transparência. “bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus”. O coração como centro da personalidade e não meramente sede dos afetos e das emoções. Os limpos de coração são aqueles absolutamente honestos e sinceros de coração com Deus. Eles verão a Deus no pleno entendimento de um intimo relacionamento com ele. “Quem”? pergunta Davi, “subira ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração”. (Salmo 24:3-4). Coração limpo, sem ódio, sem amargura, sem desejo lascivo, é matéria prima essencial para uma sólida construção.
6 - É preciso viver para construir pontes. “bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”. Jesus esta agora falando da disposição para juntar os pedaços, para promover a paz, para unir os lados opostos. O pacificador é aquele que faz tudo para acabar com a maledicência, para curar os feridos, para restaurar relacionamentos.
7 - É preciso enfrentar a perseguição com grandeza de alma. “bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”. Aqui há uma conclusão surpreendente. Aqueles que buscarem viver de acordo com os princípios da Palavra de Deus, deverão estar preparados para enfrentar a animosidade e ódio do reino das trevas. Mas acima de tudo deveriam regozijar-se porque seu sofrimento não é vazio. “bem-aventurado o homem que suporta a provação, com perseverança; porque depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam”. Tiago 1:12
APLICAÇÃO. Compartilhe com sua célula como essa mensagem falou ao seu coração, e que mudanças vocês se sente direcionado pelo Espírito Santo a fazer em sua vida?
31 de Março de 2009 às 17:01
eros
TEMA - APRENDENDO COM JESUS NO MONTE DAS BEM-AVENTURANÇAS (I)
TEXTO - Mateus 5:1-16
Introdução - Ao estudarmos o que chamamos de “sermão do monte” percebemos que Jesus ao afastar-se da multidão ele quer ministrar aos seus discípulos verdades muito profundas sobre as quais seus discípulos deveriam construir suas vidas afim de que quando viessem as tempestades eles permanecessem firmes e não se desmoronassem. Verdades essas que colocadas em pratica também os fariam reconhecidos por Deus como bem-aventurados. Vejamos:
I - NO MONTE JESUS ENSINA QUE SEU GRANDE PROJETO É A FORMAÇÃO DO SEU CARATER NA VIDA DE SEUS DISCÍPULOS.
>Cada uma das bem-aventuranças proclamadas por Jesus nos dizem sobre valores que devem formar a construção do caráter cristão. O caráter diz respeito ao que nós somos e conseqüentemente ao que fazemos diante das diversas situações que diariamente somos expostos. O caráter é formado pelos valores gravados em nossa mente e assimilados como comportamento.
>O grande obra de Deus em nossas vidas é a formação do “ser” e não a provisão do “ter”. Conquanto as provisões de nossas necessidades seja uma promessa de Deus devemos nos lembrar daquilo que diz o profeta Habacuque “ainda que a figueira não floresça nem haja fruto na vide; e o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento, as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor e exulto no Deus da minha salvação”. Hab.3: 17.
>Vejamos ainda o que diz Paulo em Ef. 1:4 “…nos escolheu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele em amor”. Em Romanos 8:29 “…ao que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho...”” Observe que as expressões em negrito revelam que Deus planejou desde o inicio fazer foi a formação do “ser” “do caráter” em cada um dos seus discípulos.
>Ainda podemos constatar essa verdade nos versículos 13 e 14 quando Jesus diz: “Vós sois” e nenhum lugar Ele diz vocês terão, no sentido de prometer algum bem por sermos seus discípulos.
>Bem diferente do que o mundo ensina, aprendemos no monte com Jesus que a verdadeira felicidade está no “ser” semelhante a Cristo e não no “ter” alguma coisa.
II - NO MONTE JESUS REVELA AOS SEUS DISCÍPULOS A FINALIDADE DE NOSSA EXISTÊNCIA . vs. 13,14.
>Porque existo? Porque vim a este mundo? Estas são perguntas básicas. Se não soubermos responder com convicção ainda estamos perdidos. Jesus deixa claro, muito claro, aos seus discípulos que o propósito de suas vidas era que fossem sal da terra e luz do mundo.
>Quando não temos essa consciência começamos a viver de forma egoísta. Achamos que só nós temos problemas e que eles são os maiores. Exigimos toda a atenção dos outros. A verdade é que quando nos preocupamos com os outros e tentamos ajudá-los incrivelmente nossos problemas se resolvem mais facilmente e ainda temos confiança maior que Deus não nos desamparará e suprirá nossas necessidades.
>Alguém já disse que “quem não é missionário é um campo missionário”, “quem não evangeliza precisa ser evangelizado”.
III - NO MONTE JESUS REVELA AOS SEUS DISCÍPULOS A BASE PARA CONSTRUÇÃO DA VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE.
>”Bem aventurados os humildes de espírito porque deles é o reino dos céus”. Os humildes de espírito são aqueles que reconhecem a sua total carência espiritual, sua incapacidade de supri-la e que têm total confiança em Deus como Aquele único capaz de supri-la. São aqueles que esvaziaram-se de si mesmos, de sua arrogância, de sua soberba tão dominantes na vida do homem pecador e que agora buscam encher-se da plenitude de Deus.
>Esses são aqueles que buscam encher-se de Deus através dos meios que o próprio Deus estabeleceu, como: a oração, a meditação na sua palavra, adoração, evangelização, o serviço. Os humildes de espírito são aqueles que priorizam o reino de Deus e sempre encontram tempo para servi-lo.
>Essa “bem-aventurança” é a base para que Deus construa em nós o caráter de seu Filho Jesus. “Deus resiste aos soberbos mas dá graça aos humildes”.
APLICAÇÃO - Compartilhe com sua célula alguma situação que você viveu ou está vivendo que você percebeu claramente Deus trabalhando em sua vida na formação de um caráter semelhante ao de Jesus?
>De que maneira você tem percebido o aperfeiçoamento de seu caráter cristão?
24 de Março de 2009 às 10:57
eros
Transformando Admiradores em Discípulos
TEXTO – MATEUS 4:18-22
Introdução: “Caminhando junto ao mar … JESUS VIU…” O olhar de Jesus não é como o olhar do homem que se limita a ver apenas o exterior. Ele olha procurando homens, mulheres, jovens e crianças que ele possa usar na implantação do reino na terra. O que Jesus viu naqueles homens que os habilitavam a serem transformados de admiradores em verdadeiros discípulos:
I - OS DISCÍPULOS DE JESUS SÃO PESSOAS DISPOSTAS PARA O TRABALHO.
> Conforme o Evangelista Lucas eles haviam passado a noite inteira no trabalho. Não tinham preguiça. Todos os homens que Deus chamou conforme a Bíblia Sagrada eram homens que estavam ocupados. Abraão era prospero fazendeiro. Noé era incansável construtor. Davi estava pastoreando no campo. Paulo era religioso praticante, soldado, político, estudioso, etc. Mateus era coletor de impostos. Lucas era medico, etc. Deus não chama pessoas preguiçosas, mas pessoas que estão dispostas a sacrifícios para implantação do seu reino.
> Jesus viu naqueles homens rudes e de mãos calejadas pessoas dispostas para o trabalho.
II – OS DISCÍPULOS SÃO PESSOAS QUE AMBICIONAM O REINO DE DEUS.
> André ao receber a informação de João Batista que Jesus era o “Cordeiro de Deus“ procura seu irmão e diz “Achamos o Messias”. Deduzimos então que eles estavam procurando o Messias. Havia no coração daqueles homens uma expectativa quanto a implantação do reino de Deus.
> Ambicionar o reino de Deus é desejar que o domínio de Deus seja uma realidade no coração dos homens.
III - OS DISCÍPULOS SÃO PESSOAS QUE ACEITAM O DESAFIO DE SEGUIR A JESUS.
> Olhando para aqueles homens Jesus fez o maior de todos os desafios. “…Vinde após mim…”. Não é simplesmente um convite para uma peregrinação, mas um convite para aprender com a convivência. Não é meramente um convite para decorar preceitos e aprender rituais mais é o grande desafio de segui-lo.
> Seguir a Jesus é ouvir e colocar em pratica sua Palavra. É deixar que essa Palavra transforme o nosso caráter e nossos hábitos e venhamos a depender mais do seu Espírito que habita em nós.
> Em seguida Jesus diz: “E eu vos farei pescadores de homens”. Transformar admiradores em verdadeiros discípulos é uma obra que Deus faz diariamente na vida daqueles a quem ele chamou. Jesus ensina através de experiências, de circunstancias, problemas, sofrimentos, dificuldades, frustrações, aborrecimentos, etc. Gradativamente Jesus vai formando na vida de seus discípulos a sua própria imagem. Para essa grande obra Ele não poupará esforços e será conforme aprendemos em sua Palavra extremamente criativo.
IV - OS DISCÍPULOS SÃO PESSOAS QUE SE SUBMETEM AO SEU SENHORIO.
> Admiradores reconhecem Jesus como aquele que pode solucionar os seus problemas. Ficam admirados com os milagres que Jesus opera. Se emocionam com as Palavras de Jesus. Mas os discípulos vão além e se submetem a Ele reconhecendo-o como Senhor de suas vidas. O Senhorio de Cristo requer de nós muito além de um bom comportamento, vejamos:
> O Senhorio de Cristo na vida do discípulo pode implicar em “deixar bens”. No vs 20 “…aqueles homens deixaram imediatamente suas redes, e o seguiram”.
> O Senhorio de Cristo na vida do discípulo tem implicações nos sentimentos. No vs 22 “eles deixaram seu Pai e o seguiram”.
> O Senhorio de Cristo na vida do discípulo pode implicar em deixar a posição social, o status. O evangelho de Marcos cap. 1: 20 diz que “…deixando seus empregados o seguiram”.
CONCLUSÃO – O olhar de Jesus continuamente está sobre nós como nos afirma sua Palavra. A pergunta é: O que Jesus está vendo em nossas vidas? Homens e mulheres e jovens dispostos ao trabalho? Pessoas com coragem para segui-lo submissos ao seu Senhorio? Que Deus nos abençoe para que não sejamos apenas admiradores de Jesus, mas sejamos homens e mulheres dispostos a serem usados por ele nessa grande obra de implantação do seu reino nesse mundo. Amém!
APLICAÇÃO. Compartilhe com sua célula:
-O que essa mensagem falou ao seu coração?
-E que mudanças ou ajustes o Espírito Santo está direcionando você a fazer em sua vida?
17 de Março de 2009 às 11:19
eros
Enfrentando os Desertos da Vida
Texto: MATEUS 04:1-17
Podemos entender o Deserto em dois aspectos: como uma realidade física, buscada pelo homem ou como uma realidade espiritual que toca a vida do homem, ao qual Deus parece atrair-nos constantemente para uma forte experiência. Nós nos deteremos neste segundo Deserto, nesta segunda experiência que envolve um chamado de Deus a mergulhar na obra de solidão e luta tão característica de uma autêntica experiência de Deserto. Com Jesus aprendemos como enfrentar os desertos da vida:
I - O DESERTO É UMA OBRA DE DEUS, PARA ONDE ELE DIRIGE SEUS SERVOS.
“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo…”. Podemos cair na tentação de querer entender esta rica experiência de Deus como uma punição Divina, o que não corresponde a realidade, pois se Deus atrai os seus para o deserto é por desejar que mergulhem em sua intimidade. É sinal do “amor terrível” de Deus que o atrai para que o homem possa exclamar; “Conhecia-te só de ouvido, mas agora viram-te meus olhos…” como o integro Jó (Jó 42:5).
II - NO DESERTO APRENDEMOS QUE “NEM TODOS OS DIAS SÃO IGUAIS” PARA OS SERVOS DE DEUS.
“A seguir…”. Logo após a magnífica experiência de comunhão com Deus, no batismo, onde Deus se dirige a Jesus dizendo: “…Este é o meu Filho amado, em quem tenho prazer”, ele é conduzido ao Deserto para uma dura experiência de solidão e provação no limite de suas forças.
>Assim também é a nossa vida. Muitas vezes após uma experiência de vitória, de exultação e glória onde nos sentimos bem fortes e preparados…. segue-se uma experiência onde nos sentimos fracos, incapazes e derrotados.
>Precisamos compreender que é nessa alternância de dias, na tensão dessas experiências é que Deus trabalha de forma mais profunda nosso caráter cristão e nossa fé.
>Não é pelo fato de sermos cristãos e estarmos fazendo a vontade de Deus que a vida sempre nos sorrirá e estaremos cercados de pessoas amáveis que nos compreendem e apóiam.
III - O DESERTO ENCERRA SEMPRE UMA OBRA DE QUEBRANTAMENTO NO SERVO DE DEUS.
>Esta obra é descrita na carta aos Filipenses 2: 5-11 se referindo a encarnação de Jesus. Uma obra de despojamento, de esvaziamento de nós mesmos, de humildade e quebrantamento de nosso ego, acontece quando Deus nos leva ao deserto. Lembremos: “Deus resiste aos soberbos mas dá graça aos humildes”.
>O Deserto põe o homem diante de si mesmo, inerte e privado de todas as suas forças, potências e hábitos, para encontrar-se com a presença de Deus no máximo despojamento possível.
IV - NO DESERTO APRENDEMOS A COMBATER COM ARMAS ESPIRITUAIS . “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós, sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus…” II Cor. 10: 4
>Aprendemos no deserto a simplicidade profunda do evangelho de Cristo e a vida que Ele requer de nós. Assim como Jesus somos combatidos atrevidamente pelo Diabo que procura insistentemente nos enfraquecer e a seguir o caminho que bem entendemos. Assim como Jesus nossas armas são: a oração, o jejum e a Palavra de Deus. Simples mais poderosas em Deus. Jesus combate o Diabo dizendo “Está escrito” . E finalmente:
V - O DESERTO NOS RECOLOCA NOS PROPOSITOS DE DEUS
>Após sair do deserto Jesus se muda de cidade para que se cumprisse o propósito de Deus para sua vida .(VS 12-16) ser luz para a humanidade que andava em trevas. Daí por diante sua vida esta focada na missão de pregar e implantar o reino de Deus .(VS 17).
APLICAÇÃO.
Como tem sido sua reação ao ser conduzido por Deus para os “desertos da vida”?
Que lições aprendidas no deserto você poderia compartilhar com seu grupo?
9 de Março de 2009 às 17:33
eros
Escola Bíblica Dominical da Primeira Igreja Presbiteriana de Cachoeiro de Itapemirim.
Tire sua dúvida, dê sua opinião sobre a EBD…..
8 de Março de 2009 às 17:01
eros
Você participa de alguma célula na igreja? Faça um comentário do que tem achado desse maravilhoso ministério.
Veja o vídeo da confraternização das células em 2008.
6 de Março de 2009 às 12:32
eros